Distribuição
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Varejo Atacadista
Consolidação no atacado brasileiro: quem ganha escala e quem aposta em nicho regional
4 de junho de 2026 · Letícia Andrade
No primeiro semestre de 2026, o setor atacadista brasileiro registrou pelo menos seis operações de M&A envolvendo distribuidores de alimentos, higiene e limpeza com faturamento entre R$ 800 milhões e R$ 3 bilhões. O movimento não surpreende analistas que acompanham o setor desde a pandemia: margens comprimidas, necessidade de investimento em tecnologia e pressão de grandes redes nacionais empurram players regionais a buscar escala ou vender participação.
Para redes com menos de 50 mil m² de centro de distribuição, a equação é diferente. Alguns gestores apostam em nicho — produtos orgânicos, itens étnicos, linha profissional para food service — em vez de competir em volume com os gigantes. Outros formam consórcios de compra sem fusão jurídica, compartilhando negociação com indústria mas mantendo marcas e territórios distintos.
A pergunta que orienta nossa cobertura: consolidação gera eficiência repassada ao lojista ou apenas concentra poder de barganha? A resposta, pelos dados disponíveis, é mista — e varia por categoria e região.
Cadeia de Suprimentos
ESG na cadeia de suprimentos: além do relatório, o que compradores B2B passaram a exigir
1 de junho de 2026 · Letícia Andrade
Relatórios de sustentabilidade deixaram de ser diferencial em licitações corporativas de médio porte. Compradores de redes de varejo, hospitais e operadores de alimentação coletiva passaram a exigir evidências documentais: rastreio de origem em carnes e hortifruti, metas de redução de emissão em transporte rodoviário e políticas auditáveis de trabalho em armazéns terceirizados.
Distribuidores entrevistados pelo Volume descrevem uma curva de adaptação em três fases. Primeiro, a equipe comercial trata exigências ESG como obstáculo burocrático. Depois, áreas de qualidade e compliance assumem a coordenação. Por fim, em alguns casos, critérios ambientais entram na negociação de preço — fornecedores com certificação ganham preferência mesmo com custo ligeiramente superior.
O desafio para PMEs do atacado é custo de certificação versus acesso a contratos maiores. Associações setoriais tentam criar selos coletivos, mas ainda não há padrão único reconhecido em todo o mercado brasileiro.